CAN THE CAN

O projecto

O CAN THE CAN abriu em 2012 com um conceito único no mundo, de promover a indústria conserveira nacional, as conservas portuguesas e os modos de conservação tradicionais. Mostrámos que as conservas portuguesas são um produto exclusivo, com uma enorme tradição e qualidade, passível de ser utilizado através da conjugação de ingredientes frescos, apostando na qualidade da confeção e apresentação. 

DIETA ATLÂNTICA
Praticamos uma cozinha tipicamente atlântica que se define pela utilização de produtos naturais, principalmente pescado, que confeccionados adequadamente em torno de ingredientes saudáveis, utilizados pelos povos mediterrâneos e atlânticos há mais de cinco mil anos. Povos que ao longo dos tempos desenvolveram a arte da preservação dos alimentos. 

INDÚSTRIA CONSERVEIRA
A indústria conserveira nacional nasce em Portugal, em Setúbal, em 1854, num país de zona costeira única, com uma tradição ancestral de pesca e qualidade de pescado inigualável. É também a indústria mais antiga e querida no nosso país. 

THE BEST I(N) CAN
Em 2016 editámos o livro THE BEST I(N) CAN, com receitas inovadoras com produtos de cada uma das empresas associadas da ANICP, a Associação Nacional dos Industriais de Conservas de Peixe, da qual fazemos parte, uma forma de demonstrar que as conservas portuguesas não servem apenas como “comida de confecção rápida” ou de “campista”. As empresas portuguesas evoluíram e têm produtos de alta qualidade, que utilizadas com outros ingredientes permitem a elaboração de pratos altamente saborosos e nutritivos. 

CONSERVAS DE PORTUGAL
Simultaneamente investigamos a história da indústria conserveira em Portugal, as centenas de empresas que existiram, milhares de marcas, embalagens lindas, um sector cheio de “sangue, suor e lágrimas”, uma das indústrias mais antigas do país. 

No site do CAN THE CAN existe um link para uma plataforma digital denominada Museu Digital CONSERVAS DE PORTUGAL onde é possível percorrer a história desta indústria, através de embalagens, revistas, jornais, marcas, empresas, objectos variados, livros, estudos, etc.

É este o trabalho que faz com que o CAN THE CAN seja procurado por milhares de turistas que querem conhecer o nosso projeto, que tornou as conservas portuguesas parte integrante da oferta turística de Lisboa, inserida como complemento de lazer para apreciadores da gastronomia e cultura nacionais.

EAT&ART
Em 2020 publicámos o livro EAT&ART, que explora as afinidades entre gastronomia e arte contemporânea, tendo como protagonistas os melhores chefs e artistas plásticos portugueses, centrando o diálogo na indústria mais antiga e querida de Portugal, a indústria conserveira.

Deste projeto do CAN THE CAN nasceu um conjunto de 18 obras de arte, tendo como tema a indústria conserveira e 18 pratos, com utilização de um produto de conservas portuguesas, capturado secularmente nas nossas costas.

Um projeto que explora a componente criativa de duas atividades aparentemente distantes, mas unidas por elementos comuns ao longo da história. O EAT&ART, coloca as conservas portuguesas no centro da actividade cultural e faz desta especialidade tão nobre na sua singeleza e de um objecto umbilicalmente ligado à nossa vida quotidiana o motor de um diálogo intersectorial de onde podem resultar produções destinadas a satisfazer as necessidades do coração, cabeça e estômago.

Um livro com conversas entre pessoas necessariamente criativas, que nos contam as motivações sobre as opções das suas carreiras e contribuem com suas reflexões e histórias sobre o assunto. 

Inclui uma cronologia (TIMELINE) realizada por Victor Moura Vicente, com eventos no campo da arte e gastronomia, ao longo dos tempos, com referência aos eventos mais marcantes, um desafio para o leitor aprofundar cada um dos eventos.

NA COZINHA
O projecto tem evoluído naturalmente ao longo destes oito anos e o CAN THE CAN conta desde há dois anos com Miguel Laffan como Chef criativo e Pedro Almeida como Chef executivo. Uma forma pouco comum de designação da função de profissionais nesta actividade, mas que explica o background de design de Victor Vicente, o autor do conceito do CAN THE CAN, mas também a nossa forma de gerir este projeto, no qual não há estrelas isoladas, mas em que o que brilha é o trabalho de uma equipa, na qual todos têm o seu contributo.

Pedro Almeida lidera o trabalho de experimentação e investigação do projeto de evolução conceptual do CAN THE CAN, secundou a cozinha do L`And com Miguel Laffan, quando em 2011 ganharam a primeira estrela Michelin para o Alentejo. Um Chef de apenas 27 anos que aceita os desafios que lhe são colocados, trazendo propostas e estudando e aprofundando a informação que lhe é passada e acrescentando valor e entusiasmo.

SELO DE MAR
Este projeto, a que chamamos SELO DE MAR, pretende estudar e recuperar técnicas de conservação de pescado e inovar a partir das mesmas. A sazonalidade das matérias-primas, a riqueza de alguns recursos em curtos períodos do ano, em contraste com outros com maiores limitações, depressa convidaram os portugueses ao desenvolvimento das técnicas de conservação e Portugal tem grandes tradições nesse domínio, utilizando principalmente os dois recursos mais abundantes, sal e sol.

No CAN THE CAN promovemos as espécies consideradas “menores”, utilizando preferencialmente as que não são valorizadas pelo consumidor e procuramos a utilização integral do pescado.

É também importante divulgar de onde vem o peixe que consumimos, consumir espécies de acordo com a época, sendo fundamental saber utilizar o peixe, conhecer as espécies e os métodos de conservação para obter os melhores resultados.

E utilizar e promover espécies únicas em Portugal como o Carapau Manteiga. Este carapau é característico da costa entre Setúbal e Sines e que está a ser sujeito a um processo de qualificação, de maneira a garantir o reconhecimento da origem do produto e a qualidade do mesmo. Este processo de qualificação procura esclarecer se esta é uma sub espécie, ou apenas, como é apontado, a existência de formações rochosas submersas junto à costa, que favorecem a produção de algas e plâncton, e consequentemente tornam este carapau mais saboroso.

Tudo se aproveita no peixe, à semelhança da tradição de aproveitamento do porco. Na cabeça de peixes de maior dimensão curamos a garganta e servimos com guisado de batatas e ervilhas. Da cabeça fazemos terrine de cabeça prensada, aproveitando a quase totalidade do pescado.

PRODUTOS ÚNICOS
O CAN THE CAN produz atualmente a sua própria muxama, garum, pastrami, bottarga, foi gras de fígado de pescados diversos, chouriço de sangacho de atum com barriga de porco preto, bacon de barriga de Espadarte, tudo de peixe da costa portuguesa.

Procuramos divulgar produtos portugueses que infelizmente nem todos conhecem, como por exemplo os Cuscos de Vinhais (que não têm nada a ver com o prato árabe Cuscuz), trabalho que felizmente outros Chefs portugueses foram pioneiros, como os os irmãos Óscar e António Gonçalves ou o chef António Loureiro. Este é um bom exemplo de um produto 100% nacional, feitos com “farinha de trigo barbela, que é depois humedecida com água, cozida a vapor ao lume. Era antigamente o substituto do arroz e utilizado com vários produtos que combinam com o fumeiro de Vinhais. No CAN THE CAN utilizamos este produto com diferentes espécies de pescado nacional.

Os sabores, as cores, as texturas e as histórias de cada proposta são uma aventura e luta-se sempre por uma inovação na forma de trabalhar as conservas portuguesas e os processos de conservação. Mais do que pratos servem-se histórias e lançam-se desafios, brinca-se com o tempo e confundem-se os sentidos.

TERREIRO DO PAÇO
O CAN THE CAN situa-se no lugar mais nobre de Lisboa, o Terreiro do Paço, onde a cidade se abre para o rio e o olhar se perde num horizonte de rotas antigas. Ao leme estão Maria da Luz e Elsa, timoneiras seguras de sorrisos abertos. Junto a este cais só há partidas, e, se as naus são latas, bem podemos ser sardinhas.

PT